Sem geração

1 dez 2014

Bons motivos para dobrar a barra da calça

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O verão está batendo à porta e a vontade de só andar de shorts fala mais alto. Infelizmente, não são todos os lugares que o shorts têm entrada livre e esse é o primeiro e melhor motivo para você se atentar a este post. Eu sei que muita gente faz cara feia para as barras de calças dobradas, mas, como tudo na moda, a questão é você saber usar e não exagerar no styling. Não tem muito mistério, mas geralmente looks com calças dobradas precisam ser mais sóbrios para que o visual não fique carregado. Invista no jeans. Para conseguir sair do trabalho à balada com a barra da calça dobrada, veja as dicas abaixo:

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1. Calças muito largas dispensam dobras. Se for reta ainda vale, mas proporciona um visual mais "largado".

2. As modelagens que melhor se adaptam às dobras é a slim. A calça skinny pode não favorecer o homem, a não ser que esteja dentro da proposta do estilo.

3. Os sapatos casuais são mais adequados para este mood. Os tênis são muito bem-vindos e os calçados de verão como docksides e slipers deixam o visual meio preppy moderno (se não for a proposta, esqueça). Já as meias, devem ser usadas com cuidado para que não chame mais a atenção do que qualquer outra peça na roupa.

4. Dobrar a barra da calça, em alguns casos, pode achatar a altura e dividir a silhueta. Os homens mais baixos devem investir em dobras finas. O uso de meias, nesse caso, é recomendado.

5. A melhor maneira de saber se isso funciona para o seu estilo / tipo de corpo é experimentar e deixar o preconceito de lado. Na dúvida, invista em peças sóbrias, dobre as barras e não passe calor.

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24 nov 2014

Motivos nacionais para curtir o Lollapalooza Brasil

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Eu já fui ao Lollapalooza por The Black Keys, Two Door Cinema Club e Franz Ferdinand num mesmo dia. No ano seguinte, fui por Phoenix, Muse, Lorde e Portugal. The Man num mesmo dia também (dá pra acreditar?). Mas o line up do Lolla 2015, confesso, não me agradou muito. Marina and The Diamonds? Calvin Harris? Pharrel Williams? Não obrigado, podem ficar com todos. Das atrações internacionais, as únicas duas bandas que eu realmente curtiria ver ao vivo e faria questão de estar lá na frente seria por The Kooks e Young The Giant. Mas ainda assim, pra quem já teve que escolher entre Lorde e Phoenix (porque aconteceriam na mesma hora), ficar apenas com duas bandas num festival conhecido por trazer aquelas que jamais viriam ao Brasil se não por fosse ele, é um pouco decepcionante. Parece que o Lollapalooza se rendeu às headlines comerciais, trazendo grandes nomes para ganhar cada vez mais público. Mas isso não vem ao caso.

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150 mil pessoas estiveram presentes na edição 2014 do festival que aconteceu no Autógromo de Interlagos, em São Paulo. A dose promete se repetir no próximo ano.

O que vem ao caso é que, pela primeira vez, as (poucas) atrações nacionais confirmadas para o festival do ano que vem me chamaram mais atenção que as internacionais – e sim, por essas bandas valeria a pena pagar o preço do ingresso (ainda que eu consiga um show de qualquer uma delas no Sesc por R$20). O Lolla já levou Criolo, Copacabana Club e Agridoce, provando que está sempre de olho em bons nomes alternativos da música brasileira e, dessa vez, não fez feito ao confirmar essas quatro bandas que listo abaixo, somados a bons motivos para você chegar um pouco mais cedo ao festival e assisti-las ao vivo.

1. Banda do Mar

Uma banda formada por Marcelo Camelo e Mallu Magalhães me causou doses de preguiça porque a gente sabe que essa coisa de 'projeto paralelo com ex-integrante' é meio duvidosa. Mas todos os preconceitos cairam quando decidi, finalmente, ouvir o disco com calma e atenção. Esqueça Los Hermanos e o tal do batom vermelho da moça. Eles trazem um indie-pop-folk com pitadas se sonoridade carioca e letras pra lá de lúdicas e divertidas. A influencia da estética indie experimental é notória no primeiro clipe da banda, que também tem um integrante português Fred Ferreira (que, ao meu ver, fez toda a diferença no trio). E é desse experimentalismo (que eu adoro), que a banda adiciona um tempero gostoso na música brasileira.

2. O Terno 

A banda surgiu já ganhando prêmios como revelação logo no primeiro álbum. O também trio tirou o rock brasileiro do lugar comum e adicionou elementos dos mais variados, que vai desde o rockabilly à bossa nova. A mistura foi muito bem-vinda e se mostra mais madura no segundo álbum, lançado recentemente. A banda paulistana aborda temas do cotidiano de uma cidade grande e faz referências à cidade cinza sem a preocupação de não atingir outros públicos. Incremenda poesia textual e sonora no caos diário de São Paulo e faz a gente viajar enquanto ouve trechos como "Mais um fim de tarde que garoa em SP / Hoje o sol não vai se pôr / Porque não quis nascer" num metrô lotado de fim de tarde, por exemplo. A boa notícia é que eu já estive em dois shows d'O Terno e posso garantir que eles sabem o que estão fazendo.

Enquanto o clipe do novo disco não chega, deixei a sugestão de uma das minhas músicas favoritas.

3. Pitty

Ok, eis aqui um fã da cantora bahiana. Quem nunca soltou um catártico "o importante é ser você, mesmo que seja estranho" na pré-adolescência, fase de autoaceitação, que atire a primeira pedra. Mas as canções do novo álbum, SETEVIDAS, lançado no meio do ano, não deixam a desejar e cantora retorna aos palcos madura, mas com garra de quem está começando. O bom e velho rock nacional retorna nesse novo disco, sempre aliado a letras que nos fazem questionar a vida como ela deve (ou não) ser. E arte é boa assim, quando coloca a gente pra pensar. Tem que ouvir pra ver, e julgar depois. O hit Sete Vidas (vídeo abaixo) pode parecer chiclete, mas o álbum que soa como uma autobiografia musical da rockeira, que tenta buscar um lugar entre Ratos de Porão e Ivete Sangalo, vai além com músicas como "Deixa Ela Entrar" e "Olho Calmo", um desabafo sincero da alma. E se, mesmo com disco novo, você ainda vê a Pitty como em 2003, fique tranquilo. Os sucessos atemporais não faltam nos shows que a banda faz em festivais.

4. Far From Alaska

As guitarras distorcidas aliada à bateria insistente foi uma surpresa naquilo que eles chama de "novo rock nacional". A banda é de Natal e mostra como o Brasil pode ser diversificado musicalmente e a gente agradece por isso. O quinteto tem uma raiz forte no metal e perde espaço entre os mais "modernetes", mas mostrou com maestria como uma banda brasileira pode cantar em inglês, e um inglês muito bem, obrigado. Até eu que não curto esse rock mais pesado tô ansioso pra chegar o Lolla e ver o que eles aprontam ao vivo. Mas não me surpreendo se sair do show de queixos caídos.

O line up completo, assim como datas e preços dos ingressos (que já estão à venda!) você encontra no site oficial www.lollapaloozabr.com. A gente se vê lá?

10 nov 2014

Tempo é dinheiro. E amor.

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Ilustração de Lorena Kaz

Não que eu seja um cara romântico – eu já fui, mas aprendi a fixar bem os pés no chão e trazer o coração pra perto de mim- mas outro dia, conversando com um amigo sobre os relacionamentos passados, percebi que não me lembro mais da última vez que disse eu te amo a alguém que não fosse da minha família. Não que eu também tenha ditos muitos "eu te amo" por aí, mas, ainda que não fosse amor, a vontade de expressar vinha… Até que um dia ela parou de vir.

A gente cresce e os relacionamento se tornam cada vez mais complexos. E cansativos. O amor inocente do ensino médio, os elogios sinceros e espontâneos, o almoço de domingo esquematicamente organizado para apresentá-lo à família e os torpedos tão aguardados no final de cada novo encontro… Tudo isso dá lugar a outras preocupações: a de não demonstrar interesse demais, a insegurança de saber quem está mais afim de quem, a dúvida do sexo no primeiro encontro e o medo dele ser só o carinha babaca dos aplicativos (ops, eu também não estou por lá?).

É difícil se acostumar com mensagens - literal e metaforicamente - visualizadas e não respondidas (- não fala mais nada, vai parecer que está atrás dele!); com gente que sai com você, mas tem uma lista grande de espera caso não dê certo; gente que você tem medo de dar "oi" novamente, porque foi também o último a falar. É difícil se acostumar com as convenções dos relacionamentos pós-Tinder e tudo que está nas entrelinhas das atitudes não tomadas;

Estávamos falando mesmo de amor?

A sensação é da perda de tempo, e tempo é dinheiro - e amor. É como se, a cada novo encontro, você tivesse que refazer todo o seu currículo porque a vaga é de outro setor. Ter que reescrever cada linha caçando qualidades suas que, as vezes, nem existem mais. É como se, depois de cinco meses de empresa, você percebesse que ela não te valoriza e te substituiu por outro porque o processo de trabalho é fordista – independe de quem está no cargo – está ali só para cumprir normas inabaláveis. Uma hora cansa, e você cogita a possibilidade de trabalhar para si mesmo, começar o seu próprio negócio e se tornar autônomo de uma vez por todas.

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Amor em: Tempos Modernos.

3 nov 2014

Circuito Banco do Brasil revela o poder de festivais pequenos

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No último sábado eu estive na edição paulistana do Circuito Banco do Brasil, que aconteceu debaixo de um sol de dar inveja ao verão, na Arena Campo de Marte, e pude sentir o gosto de festivais pequenos. Com um line up nada surpreendente, o festival mostrou que dá para fazer bonito com pouco e se consolida como um dos festivais nacionais que mais ganha público – uma vez que o Planeta Terra deu adeus ao circuito alternativo de eventos musicais que acontecem em solo brasileiro.

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Os shows começaram pontualmente às 15h15. O evento comçou antes, no entanto, com a realização do II Copa Brasil de Skate Vertical, que aconteceu em parceria com a Confederação Brasileira de Skate e premiou o vencedor da competição com R$11.000,00. Helga, banca vencedora do concurso organizado pelo evento, abriu os trabalhos e deu lugar ao show que faz parte da nova turnê da Pitty, que apresentou um line up reduzido, mas não menos animado. O show contou com hits do início de sua carreira como Máscara e Teto de Vidro, mesclou com canções do novo disco "SETEVIDAS", e ainda surpreendou o público com Pulsos, música que funciona muito para festivais. Estive no pit fotografando as duas primeiras músicas e a sensação de estar ali bem colado ao palco é sentir um pouco da sensação do público – que se espremia na grade – e da banda, que comandava a festa.

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Os mineiros do Skank seguiu o line up programado e foi surpreendido pelo temporal anunciado pela previsão. O público, no entanto não desanimou e ficou até o fim com o set previsível e cheio de canções já consagradas na música brasileira. As bandas mais esperadas, no entanto, vieram em seguida. A eletro indie MGMT ofereceu um show morno com poucos hits de Oracular Spectacular (CD que os levou ao mainstream) debaixo de uma garoa que esfriou o público e o clima da Arena. 

Paramore, no entanto, foi a grande surpresa da noite (pelo menos pra mim), e ofereceu um show animado, com um set cheio de hits do início ao fim. Singles dos seus primeiros discos não faltaram como Misery Business e Decode. A banda mostrou como é fazer um show de festival e arrancou gritos do público cheio de fãs histéricos. Mas até mesmo quem estava ali por outras bandas, certamente se animou. Após Paramore, grande parte da arena foi embora abrindo espaço para os poucos que ficaram até o final com Kings Of Leon, red line também bastante esperado, que fez bonito com um show de 21 músicas, mostrando que sabe fazer um show de final de festival.

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BÚ!

21 out 2014

Literatura na moda: On The Road, Walter Salles e a nova coleção da Rowney

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Quando eu digo que alguém que trabalha com moda precisa entender um pouco de tudo, não é exagero. Se você se propõe a falar de moda, certamente precisa entender o mínimo de economia (uma vez que ela mexe com o sistema econômico), de música (os movimentos musicais influenciam e sempre vão influenciar a moda das tribos), de comportamento (a mudança do vestuário ao longo dos século XX está aí para provar isso) e também de literatura.42fa0809db2804ad3502137e68464b49

Falo isso porque recentemente recebi o release da coleção de uma marca carioca que se reestrututou e trouxe novidades para seus consumidores. A Rowney coincidentemente me enviou a campanha da nova coleção intitulada "On The Road" na mesma semana em que eu peguei o livro de Jack Kerouac para ler. Calma que eu explico.

Após assistir, depois de mais de dois anos, o filme brasileiro-franco-canadense de Walter Salles (respeitável diretor conhecido internacionamente), On The Road, decidi finalmente pegar o livro e tentar entender mais de perto como uma obra pode influenciar tanto uma sociedade e ser fator determinante para uma das tribos urbanas mais importantes do século XX, os hippies. O filme de 2012v(que tem no elenco as Kristen Stwart e Dunst, Garrent Herlund e a brasileira Alice Braga no elenco) é uma adaptação do livro homônimo lançado nos anos 50 e, pra quem ainda não assistiu, a dica é quem tem no Netflix!

A Geração Beat

A história do livro conta os anseios utópicos de um grupo de jovens do pós-guerra que decidiu largar a vida engessada pelos seus antepassados, pegar a estrada e seguir rumo ao oeste dos Estados Unidos guiados pela filosofia de vida livre que permeou a geração de artistas marginais, estudantes, poetas, escritores e músicos na década de 1950. Eles vinham de tempos de guerra, e viram seus pais serem oprimidos pelo governo numa sociedade opressora. Por isso, tinham como valores o amor livre, a comunhão com a natureza e, sobretudo, a felicidade pura e orgânica como princípio básico. Segundo o historiador Eduardo Bueno, como conta no prefácio do livro, esses jovens eram chamados de hipsters lá década de 1950 (qualquer relação é mera coincidência) por serem considerados modernos demais e com princícios que se opunham aos anteriores.

O livro de Jack Kerouac dá forma a essa geração e foi o mais lendário e famoso do autor de outro 23 títulos. Virou uma espécie de bíblia para esses de jovens que, uma década mais tarde, desencadeou nos Hippies. A obra foi influência em vários sentidos. Exemplo disso são os registros de que Bob Dylan saiu de casa após ler a obra, e The Doors tenha sido formado após Jim Morrison terminar a última página de On the Road. 

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Instagram: @semgeracao

E não foi à toa, imagino eu, que uma marca carioca de moda masculina usou a obra de Kerouac como ponto de partida para a criação das peças de sua coleção de verão e estética do catálogo. A Rowney tem ganhado os cariocas com um conceito bem "livre", por assim dizer. Ambiente descontraído, música, estilo, diversão e bebida para os que visitam seu espaço físico na Tijuca, um dos bairros mais cariocas que o Rio de Janeiro poderia ter. Dessa vez, a Rowney fugiu do sportwear que permeou toda sua trajetória e, agora, alia um conceito diferente em seu DNA. Parece que, na nova coleção, tudo tem um porquê: os tons terrosos do solo, o azul dos lagos e o verde da vegetação, que diversas vezes são citados na obra de Jack Kerouac, colorem as peças. As estampas também buscam traçar rotas e vêm em formatos de mapas e caminhos. As lavagens das camisas jeans (que eu já estou apaixonado!) resgatam o desgaste das estradas e, quando aliadas às bermudas coloridas (afinal, é verão!), buscam um apelo fashion do novo homem. Mas tudo bem aos moldes do lifestyle carioca. As peças podem ser encontradas também no site.

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17 out 2014

#ElleFashionPreview

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Já faz algumas temporadas que a revista Elle Brasil tem investido nos desfiles de abertura da semana de moda oficial de São Paulo. O primeiro, aconteceu sobre a Ponte Estaiada (símbolo da cidade) e fez burburinho na cena fashion local. O lugar mudou, mas continua sendo um dos eventos que antecedem a semana de moda que mais reúne nomes de peso.

O desfile que abre a temporada de Inverno 2015 das grifes brasileiras que desfilam em São Paulo aconteceu ontem, no terraço do shopping JK, que oferece uma vista incrível da cidade. Dez estilistas, com curadoria de Paulo Borges, mostraram suas apostas para o próximo inverno. Entre eles, Oskar Metsavaht mostrou o que fez da Osklen uma das etiquetas brasileiras que transporta a identidade do Rio de Janeiro para além do lifestyle carioca, e Alexandre Herchcovitch investiu em nomes consagrados no pequeno time de modelos que escolheu para desfilar suas peças. O fashion show foi seguido de uma festa que reuniu modelos, estilistas e fashionistas, sob o comando da modelo e apresentadora britânica Alexa Chung, que esteve pela primeira vez ao Brasil a convite da revista e atacou de DJ durante o restante da noite. Infelizmente, nenhum look masculino foi apresentado – agora é esperar o SPFW. Mas fiquem com os cliques que fiz na noite de ontem:

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