Sem geração

21 out 2014

Literatura na moda: On The Road, Walter Salles e a nova coleção da Rowney

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Quando eu digo que alguém que trabalha com moda precisa entender um pouco de tudo, não é exagero. Se você se propõe a falar de moda, certamente precisa entender o mínimo de economia (uma vez que ela mexe com o sistema econômico), de música (os movimentos musicais influenciam e sempre vão influenciar a moda das tribos), de comportamento (a mudança do vestuário ao longo dos século XX está aí para provar isso) e também de literatura.42fa0809db2804ad3502137e68464b49

Falo isso porque recentemente recebi o release da coleção de uma marca carioca que se reestrututou e trouxe novidades para seus consumidores. A Rowney coincidentemente me enviou a campanha da nova coleção intitulada "On The Road" na mesma semana em que eu peguei o livro de Jack Kerouac para ler. Calma que eu explico.

Após assistir, depois de mais de dois anos, o filme brasileiro-franco-canadense de Walter Salles (respeitável diretor conhecido internacionamente), On The Road, decidi finalmente pegar o livro e tentar entender mais de perto como uma obra pode influenciar tanto uma sociedade e ser fator determinante para uma das tribos urbanas mais importantes do século XX, os hippies. O filme de 2012v(que tem no elenco as Kristen Stwart e Dunst, Garrent Herlund e a brasileira Alice Braga no elenco) é uma adaptação do livro homônimo lançado nos anos 50 e, pra quem ainda não assistiu, a dica é quem tem no Netflix!

A Geração Beat

A história do livro conta os anseios utópicos de um grupo de jovens do pós-guerra que decidiu largar a vida engessada pelos seus antepassados, pegar a estrada e seguir rumo ao oeste dos Estados Unidos guiados pela filosofia de vida livre que permeou a geração de artistas marginais, estudantes, poetas, escritores e músicos na década de 1950. Eles vinham de tempos de guerra, e viram seus pais serem oprimidos pelo governo numa sociedade opressora. Por isso, tinham como valores o amor livre, a comunhão com a natureza e, sobretudo, a felicidade pura e orgânica como princípio básico. Segundo o historiador Eduardo Bueno, como conta no prefácio do livro, esses jovens eram chamados de hipsters lá década de 1950 (qualquer relação é mera coincidência) por serem considerados modernos demais e com princícios que se opunham aos anteriores.

O livro de Jack Kerouac dá forma a essa geração e foi o mais lendário e famoso do autor de outro 23 títulos. Virou uma espécie de bíblia para esses de jovens que, uma década mais tarde, desencadeou nos Hippies. A obra foi influência em vários sentidos. Exemplo disso são os registros de que Bob Dylan saiu de casa após ler a obra, e The Doors tenha sido formado após Jim Morrison terminar a última página de On the Road. 

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Instagram: @semgeracao

E não foi à toa, imagino eu, que uma marca carioca de moda masculina usou a obra de Kerouac como ponto de partida para a criação das peças de sua coleção de verão e estética do catálogo. A Rowney tem ganhado os cariocas com um conceito bem "livre", por assim dizer. Ambiente descontraído, música, estilo, diversão e bebida para os que visitam seu espaço físico na Tijuca, um dos bairros mais cariocas que o Rio de Janeiro poderia ter. Dessa vez, a Rowney fugiu do sportwear que permeou toda sua trajetória e, agora, alia um conceito diferente em seu DNA. Parece que, na nova coleção, tudo tem um porquê: os tons terrosos do solo, o azul dos lagos e o verde da vegetação, que diversas vezes são citados na obra de Jack Kerouac, colorem as peças. As estampas também buscam traçar rotas e vêm em formatos de mapas e caminhos. As lavagens das camisas jeans (que eu já estou apaixonado!) resgatam o desgaste das estradas e, quando aliadas às bermudas coloridas (afinal, é verão!), buscam um apelo fashion do novo homem. Mas tudo bem aos moldes do lifestyle carioca. As peças podem ser encontradas também no site.

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17 out 2014

#ElleFashionPreview

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Já faz algumas temporadas que a revista Elle Brasil tem investido nos desfiles de abertura da semana de moda oficial de São Paulo. O primeiro, aconteceu sobre a Ponte Estaiada (símbolo da cidade) e fez burburinho na cena fashion local. O lugar mudou, mas continua sendo um dos eventos que antecedem a semana de moda que mais reúne nomes de peso.

O desfile que abre a temporada de Inverno 2015 das grifes brasileiras que desfilam em São Paulo aconteceu ontem, no terraço do shopping JK, que oferece uma vista incrível da cidade. Dez estilistas, com curadoria de Paulo Borges, mostraram suas apostas para o próximo inverno. Entre eles, Oskar Metsavaht mostrou o que fez da Osklen uma das etiquetas brasileiras que transporta a identidade do Rio de Janeiro para além do lifestyle carioca, e Alexandre Herchcovitch investiu em nomes consagrados no pequeno time de modelos que escolheu para desfilar suas peças. O fashion show foi seguido de uma festa que reuniu modelos, estilistas e fashionistas, sob o comando da modelo e apresentadora britânica Alexa Chung, que esteve pela primeira vez ao Brasil a convite da revista e atacou de DJ durante o restante da noite. Infelizmente, nenhum look masculino foi apresentado – agora é esperar o SPFW. Mas fiquem com os cliques que fiz na noite de ontem:

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16 out 2014

Moda é para ser

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Foi entre seis e sete anos de idade a minha primeira e verdadeira relação com o vestir. Vi em algum desses programas da TV aberta do início dos anos 00 que lixa para parede, (aquelas de obra, sabe?) se esfregada no jeans, causava o desgaste do tecido e a peça ficava cheia de personalidade. Não pensei duas vezes: peguei uma lixa no quintal de casa e, não só a esfreguei pelas duas pernas da calça como também usei a tesoura para transformá-la em bermuda e ainda arrisquei uns escritos com tinta colorida.

Eu não fazia ideia do que era moda, mal sabia que existia uma faculdade disso. Eu só sabia brincar e tentar descobrir como ser eu mesmo com aquelas roupas que tinha. Eu sempre tive essa relação criativa com busca de uma identidade (seja ela qual fosse) – sempre quis me diferenciar de todo mundo, justamente por não me sentir pertencendo a nenhum grupo. Como minha mãe era costureira e sempre usou o tecido, as linhas e as máquinas para expressar sua arte, foi dessa maneira que eu aprendi a me expressar também.

Sétima série. Eu tinha um All Star, desses simples, preto e básico, que usava em todas as ocasiões. Ele já estava furado, rasgado e sujo – o que fazia dele ainda mais especial. Infelizmente um dia ele ficou inutilizável, e foi quando minha mãe me deu outro de presente, novinho, limpo, branco – iguais a todos daquela vitrine. Eu não me conformei e me recusava ir à escola com aquele tênis novo, igual a todo mundo. Foi então que peguei uma lata de tinta preta, o pincel e rabisquei de preto toda a borracha branca, dando a sensação de velho, usado, desgastado. Fui assim pra escola. O espanto – e julgamento – dos amiguinhos era evidente. Diziam que minha mãe era louca de me deixar fazer aquilo com um tênis novo. Para completar o show de horrores, usava o equivalente a um palmo de pulseiras no braço direito, que dificultava até a escrita. Alguns chamam hoje de “pulseirismo”. Eu só queria me enfeitar. As pessoas comentavam, os meninos me zoavam, mas eu? Eu gostava mesmo era de ser diferente de toda aquela gente.

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Kurt Cobain, Cyndi Lauper, David Bowie e James Dean: moda como expressão ou auto afirmação?

Isso sempre foi moda pra mim. Era – sempre foi, e sempre vai ser – uma maneira de me comunicar comigo mesmo, de me diferenciar dos demais e uma ferramenta para expressar sentimentos, divertir e me sentir especial. A moda que eu sempre conheci foi essa: que ajudava a gente se expressar. Talvez se não fosse a roupa, eu não saberia outra maneira de fazer isso.
Até que eu entrei na faculdade de quê? De moda, claro. E foi aí que eu descobri um universo diferente daquilo que eu pensava ser moda. Lá, as pessoas relacionavam tudo isso a dinheiro, a status, a marcas que eu sequer tinha ouvido falar na vida (que me desculpem Chanel e Yves Saint Laurent). Para aquelas pessoas, moda não era a expressão do ser. Pelo contrário, todos ali eram muito iguais, fotocópias de terceiros – cabelo, sapato, bolsa – era tudo a mesma coisa.

O meu primeiro Fashion Rio, por exemplo, foi um horror. Achava um máximo poder cobrir aquele evento com 17 anos, mesmo que para o blog da própria faculdade (que ninguém lia). Sentar na fileira A sem ninguém saber quem eu era, o frio na barriga do primeiro desfile quando as luzes se apagaram e observar, observar, observar. Eu estava feliz, mas a sensação de que aquilo não fazia parte de mim continuou. Não é possível! "O problema deve estar comigo", eu pensava. Primeiro estágio, primeiro emprego, primeiros amigos fashionistas, primeiros blogs de looks-do-dia com patrocínio de marcas e empresas. Primeiros julgamentos por usar a etiqueta fora do “aceito” pelo universo fashion. Tudo era bem diferente daquilo que eu pensava ser moda quando a usava para expressar minha individualidade. Mas, de alguma maneira, eu segui em frente.

Hoje, com certo distanciamento, eu percebi que a moda tem é duas caras.

Há o lado que diz para uma parcela grande das pessoas que moda é ter. É ter a Chanel, é ter a estampa do último desfile, é ter o último lançamento do estilista X, ter a peça do momento (só não se esqueça de jogá-la fora na próxima temporada). O resultado disso é podar o nosso próprio "eu" em essência, que dá lugar a uma infinidade de pessoas iguais, sob um sistema que diz que, se você não tiver o último lançamento de qualquer coisa, você está fora dele. Fora de moda. E alguém aí quer estar fora de moda? Um sistema que enforca as pessoas, as obriga a ter o tempo inteiro, a se comportar de maneira tal, a usar tal coisa, mesmo que machuque, física ou metaforicamente, mesmo que aquilo não diga quem você é. É um sistema que privilegia poucos, que coloca as pessoas em grupos, que segrega. É esse o lado que também induz ao consumo inconsciente e descontrolado. É esse o lado que oprime e que faz as pessoas, cada vez mais, querer ser o outro. Ser a Thassia, ser a Camila, ser o Mariano. Levei um tempo para descobrir o que se passava e agora, com certo distanciamento, percebi que esse lado da moda não me representa e nunca vai me representar.

O outro lado sempre esteve comigo. O lado que me dizia que eu precisava transformar aquela peça comum para exteriorizar um pouco do que eu sentia na escola, na vizinhança, em casa. O lado que não me deixou sair com aquele tênis novo porque ele não pertencia a mim. O lado que sempre me disse que roupa é um pedaço de tecido para enfeitar e cobrir o corpo, independente da etiqueta que ela trazia consigo. O lado que me mostrou de maneira inconsciente e orgânica que moda é liberdade. Moda é expressão. Moda é ser.
 

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Esse sou eu, aos 7 ou 8 anos, um pouco depois de descobrir que eu podia me expressar através da roupa.

14 out 2014

Hospital Matarazzo – entre arte, mistério e empreendedorismo

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Imaginem só um hospital inaugurado em 1905 sem nenhuma reforma até hoje. Ele foi fechado há duas décadas e sempre viveu cercado de mistério. Em 2003, uma pesquisora e especialista em prédios tombados descobriu tapadas de cimento e tijolo. Entrevistando ex funcionários, descobriu que o conde Matarazzo, dono do hospital e maternidade, era simpatizante de Mussolini, e teria utilizado o prédio para esconder fascistas perseguidos no Brasil. O hispital foi abandonado em 1993 depois de uma fiscalização da vigilância sanitária e, em 2011, o terreno de 27 mil metros quadrados foi comprado por 117 milhões de reais por um investidor gringo, que vai transformar o espaço no hotel mais glamouroso de São Paulo.

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Para literalmente chamar a atenção da mídia para o empreendimento, o mesmo investidor desembolsou 15 milhões de reais numa exposição de arte moderna que ocupa todo o antigo hospital, reunindo cerca de cem (isso mesmo, 100!) artistas contemporâneos que ocuparam o espaço dando sua interpretação pessoal para cada parte do edifício e interagindo com os mistérios que assombram o lugar. Já passaram cerca de 80 mil pessoas e, só no sábado (que seria o penúltimo dia de exposição), o lugar recebeu 6 mil visitantes. Resultado? Estenderam, é claro, a exposição até a próxima sexta-feira.

Se você ainda não visitou, vale a pena. A quantidade de obras é, talvez, um exagero e o caráter "comercial" que permeia toda a exposição pode, de certa forma, descaracterizar o propósito da arte. A experiência de visitar o lugar, no entanto, é única. Eu estive lá sábado passado e fiz umas fotos. Coloquei algumas nesse post e as outras estão lá no meu Flickr. 

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7 out 2014

O prazer de andar sem rumo

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Descobri um dos meus maiores prazeres na cidade nova. Eu poderia citar a culinária. Por aqui, a gente consegue comer no Japão, na Itália, na Espanha ou na índia sem ao menos sair de uma mesma rua. Ou também poderia citar a variedade de programas culturais. Seja domingo, quarta ou segunda-feira, o que não falta nessa cidade são opções de lazer. Ainda que ambas as coisas sejam, talvez, as favoritas de muita gente quando se trata de São Paulo, descobri que, comigo, o prazer maior fica por conta de outra coisa: andar sem rumo.

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Faço aquele esforço para acordar domingo bem cedo. Aqui parece que, enquanto a gente dorme (não importa qual seja o horário do dia ou o dia da semana), um mundo acontece lá fora e a sensação de que a gente perde vida enquanto estamos entre quatro paredes é inevitável. Então todo esforço é válido – acordar cedo, ainda que o corpo peça o contrário, a mente fala mais alto. Coloco os fones de ouvido enquanto preparo o café bem reforçado e logo em seguida saio em direção à estação de bicicleta mais próxima. Procuro com a mão pelo celular no bolso, entro no aplicativo do Bike Sampa e libero a bicicleta da minha escolha. Espero a sinalização da lâmpada verde, o barulho que libera a bicicleta e a retiro da estação: é aí que tudo começa.

Eu destravo não só a bicicleta, mas uma sensação de prisão que assola quem, inevitavelmente, cumpre horários, agenda e uma semana toda programada, de segunda à sexta. Eu destravo o sentimento de encarceramento que agonia quem vive numa cidade como São Paulo – que te liberta ao passo que te confina.

Sair por aí de bicicleta numa cidade famosa por seu transporte que aprisiona quem quer se mover é, no mínimo, libertador. Descer a Avenida Paulista com a brisa da manhã cinza de meia estação proporciona a sensação de que você é, de fato, dono do seu próprio caminho. E esse caminho pode ser a rua Vergueiro ou a rua da Consolação, a Brigadeiro ou a Avenida Ibirapuera ou, talvez, o caminho da sua própria história. Descer a avenida que dá acesso ao centro histórico da cidade, passando pelo centro cultural São Paulo, pela feirinha de domingo na Liberdade e chegar à Catedral da Sé em minutos faz com que você pare e olhe melhor tudo que está no seu caminho. Não só olhe, mas perceba e leve um pouco consigo tudo que encontra pelas ruas. Perceba, sobretudo, que a cidade é uma só e se conecta muito mais do que as linhas subterrâneas de metrô. A vida lá em cima é muito melhor. 

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Não há prazer maior atualmente, pra mim, do que entrar naquela rua sem saber onde vai dar. Andar sem rumo mesmo, sem sequer saber como voltar, simplesmente seguir em frente. Se equilibrar entre o asfalto e o paralelepípedo, de pedalar no ritmo da música ou de parar para fotografar algum grafite inspirador no meio do caminho. Talvez isso seja apenas uma metáfora para explicar a minha própria vida. Às vezes basta seguir em frente, dar o primeiro passo, sair do ônibus que te aprisiona e pegar carona no vão livre entre a rua e a calçada. Se permitir entrar em caminhos desconhecidos, parar de vez em quando para tomar fôlego e, logo em seguida, voltar a pedalar. Às vezes é isso que a vida da gente precisa: um esforço de acordar cedo, pegar uma bicicleta e andar sem rumo. A certeza é uma só: em algum lugar, em algum momento, você chega.

2 out 2014

A volta das Papetes masculinas e dicas para usá-las com amor

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Já vi vários sites e revistas apontando a voltas das papetes para a moda (tanto masculina, quanto feminina) e trouxe esse tema para o post de hoje. Considerado um dos calçados mais feios que a moda já teve, embora muita gente tenha usado lá no início dos anos 00, se você olhar com mais atenção as imagens e pensar em diferente combinaçõs de roupas para usar com ela, vai perceber que as Papetes não são tão tenebrosas assim. Principalmente se as pessoas adotarem, de fato, como parte do dia-a-dia e a usarem massivamente: aí, meu amigo, não há quem resista a ter uma dessas para chamar de sua – de  novo.

Eu adoro quando a moda faz a gente morder a língua. Se tem uma coisa que eu aprendi com as voltas que a moda dá é jamais dizer "nunca mais uso isso ou aquilo" ao ver uma foto antiga ou uma peça usada em outrora. Prova disso são as ombreiras e os casaquetos de paetê, que ressurgiram da moda 80's e agora são super cool por aqui. 

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Tecnicamente a papete é esse modelo de sandálias com tiras de borracha, couro ou lona em torno do peito do pé, com solado macio, anatômico e ultra confortável. Por ser uma opção ergonômica, ficou muito popular entre jovens e idosos até virar modinha no final dos anos 1990 e início dos 00. Atualmente, nem preciso dizer que foi aposta em muitas das coleções de marcas gringas masculinas para o Verão 2015. Algumas, como a Joseph (acima), investiram no calçado para todas as fotos do lookbook. Outras, deram cor às Papetes e novos formatos, atualizando aquele que a gente já conhecia.

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Dicas para usá-las com amor:

1. Lá fora elas também são chamadas de Birkenstock. Isso porque foi o nome da marca que deu origem ao modelo, lá na década de 1960;

2. As sandálias são originalmente masculinas, mas foram incorporadas à moda feminina. Então, se você decidiu usar e alguém disser que elas são femininas, deixe que falem para lá;papetes23. Como usar? Sabe aquele shorts de alfaiataria ou aquela camisa lisa com botões que você nunca encontra uma ocasião para usar por achar social demais? Se usar o look com a Papete, o equilíbrio entre sobriedade / causalidade é o plus do look;

4. A linha tênue entre um look cafona e cool com uma Papete é muito estreita, então use o bom senso e lembre-se que nessas horas o menos é mais.

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*Esse post foi uma versão diferente de uma colaboração minha para o Armário Masculino. Para quem não sabe, também colaboro para o AM e você encontra, agora, alguns dos meus textos por lá também.

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